quarta-feira, outubro 27, 2004

Quando nos relacionamos com algo ou com alguém, damos um salto para fora de nós próprios. Se nesse instante já lá não houver nada nem ninguém para amparar, pode dar-se o caso de nos esborracharmos no chão. Resta dizer que o salto pode ter diversas latitudes e altitudes, depende até onde ou a quem se pretende chegar, e com que intensidade.

Na natureza do salto, também convém que estejamos preparados para o sentido inverso, ou seja, no movimento contínuo há, em princípio, algo ou alguém que vem até nós. Se não temos a capacidade de nos desdobrarmos a fim de saltar com os pés no chão, mais vale não tentarmos nada. O relacionamento é um fenómeno de grande responsabilidade.

Do treino fazem parte a preparação física e intelectual: não só convém treinar a queda, como também o abraço; não só a pontaria, como também a estabilidade; o olhar como a coerência interior. É vital compreender noções básicas de tempo, espaço, contexto e condicionamentos. Por fim, o salto - que requer doses certas de confiança, intuição e capacidade.


2 Comments:

At 2:56 p.m., Anonymous Anónimo said...

Intensidade, responsabilidade e capacidade...
é tudo tão natural ...quando se ama de verdade.

O mais difícil é ...a "verdade" a dois!

Beijinhos

Pépe

 
At 1:46 a.m., Blogger inês said...

olha! o pépe. beijinho.

 

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