Quando nos relacionamos com algo ou com alguém, damos um salto para fora de nós próprios. Se nesse instante já lá não houver nada nem ninguém para amparar, pode dar-se o caso de nos esborracharmos no chão. Resta dizer que o salto pode ter diversas latitudes e altitudes, depende até onde ou a quem se pretende chegar, e com que intensidade.
Na natureza do salto, também convém que estejamos preparados para o sentido inverso, ou seja, no movimento contínuo há, em princípio, algo ou alguém que vem até nós. Se não temos a capacidade de nos desdobrarmos a fim de saltar com os pés no chão, mais vale não tentarmos nada. O relacionamento é um fenómeno de grande responsabilidade.
Do treino fazem parte a preparação física e intelectual: não só convém treinar a queda, como também o abraço; não só a pontaria, como também a estabilidade; o olhar como a coerência interior. É vital compreender noções básicas de tempo, espaço, contexto e condicionamentos. Por fim, o salto - que requer doses certas de confiança, intuição e capacidade.
2 Comments:
Intensidade, responsabilidade e capacidade...
é tudo tão natural ...quando se ama de verdade.
O mais difícil é ...a "verdade" a dois!
Beijinhos
Pépe
olha! o pépe. beijinho.
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