"Rosa Palmeirão (navalha na saia, punhal no peito) falou no ouvido de Guma:
- Você vai se rir de mim, me achar boba... Sabe o que eu queria ter?
- O que era?
Ela ficou olhando as águas do rio. Quis sorrir, ficou encabulada:
- Te juro que queria muito ter um filho, um filhinho para eu tomar conta e criar ele... Não ria não...
E não teve vergonha das lágrimas que rolaram sobre o punhal do peito, a navalha da saia."
in Mar Morto, Jorge Amado

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