o sangue concentrou-se
no lugar
da fabricação das almas
agora já não depende de mim
a autorização para o parto
escrevíamos os nomes a tinta
transparente, e era mais simples
era mais simples nem sequer pensar
nos nossos nomes.
o sangue concentrou-se
no lugar
da fabricação das almas.
neste dia recordo o momento
quando e
todos os movimentos
e já não o faremos de modo diferente
de quando te disse:
soubemos tão bem dizer palavras
doces, provaremos o mel?
provaremos o verbo que criámos
com a doçura toda do dia.
neste dia recordo o momento
quando e
todos os movimentos.

3 Comments:
Inesca,
só posso dizer que me surpreendeu tão belo poema.
e fico assim... a senti-lo em vez de dizê-lo.
obrigada por escreveres assim
Belíssimo!
http://ofraternocontorno.blogspot.com
o homem sem personalidade criou outra
enquanto o gato legivel dorme. vida dura.
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